quinta-feira, 22 de abril de 2010

1ª semana de estágio

A semana que antecedeu o início do estágio curricular foi marcada por muita ansiedade e preocupação, pois é o momento de pormos em prática o que o curso ofereceu ao longo de 3 anos de estudo. Este novo desafio proposto pelo PEAD está trazendo muitas contribuições para minha formação, porque já na primeira semana de estágio pude experimentar o quanto é prazeroso trabalhar com crianças. A primeira semana posso classificar como um período de adaptação e conhecimento dos discentes, mas também posso considerá-la como muito produtiva, pois realizei diversas atividades com os alunos, dentre elas: saída de campo (percorrendo as localidades, pontos turísticos e divisas municipais em comemoração a semana do município), atividades físicas, leitura e interpretação de textos, resolução de cálculos de matemática, dentre outras atividades que prenderam a tenção e despertaram o interesse dos discentes.
Como educador, mesmo na condição de estagiário percebi o quanto é fundamental planejar cada aula e/ou atividade, porque planejar é estudar, é assumir uma postura séria diante de um objetivo, claro que todo planejamento deve dar margem a possíveis reajustamentos, acredito que esse exercício é muito válido porque desta forma muitas dúvidas e curiosidades dos alunos podem ser sanadas pelo professor se este estiver inteirado do assunto e planejar também é muito significativo para o meu crescimento pessoal e profissional, pois quando planejo estou aumentando o meu nível de conhecimento.
Portanto a 1ª semana posso defina-la como muito produtiva, pois pude saborear o quanto um professor pode auxiliar e facilitar o processo de ensino aprendizagem dos alunos para é fundamental respeitar as suas particularidades, suas dificuldades e habilidades.

quarta-feira, 31 de março de 2010

1º Encontro de 2010 (Aula Presencial)


As aulas presenciais configuram-se como um momento de aproximação entre estudantes e professores. Também nestes encontros muitas orientações importantíssimas são trazidas pelos professores e tutores para cada semestre. A aula presencial do dia 22 de março de 2010 não foi diferente, pois acredito que não só para mim, mas também para outros estudantes foi possível sanar dúvidas quanto ao estágio curricular e ao TCC, projetando assim ainda para este ano a tão sonhada conclusão do curso de Pedagogia. Mas apesar de ser uma aula esclarecedora, algumas dúvidas e questionamentos permaneceram, pois serão 9 semanas de estágio, com 20 horas semanais, totalizando 180 horas. Sendo assim como serão aproximadamente 2 meses de trabalho em sala de aula, ao mesmo tempo que teremos a oportunidade de por em prática o conhecimento obtido ao longo de 3 anos de estudo teremos (segundo o meu entendimento) que dar continuidade ao trabalho que está sendo realizado pelo professor regente da turma, porque o ano letivo está em andamento e durante o estágio coincidirá o final do trimestre na escola onde trabalho. Portanto o meu planejamento deve ser aliado ao conteúdo que o professor está trabalhando? A avaliação será realizada em conjunto com o docente ou cada professor avaliará os alunos?
Sendo assim este semestre será diferenciado dos demais, pois o estágio proporcionará o contato direto com os discentes e espero que apesar das dificuldades que surgirem traga muitas contribuições para a minha formação docente, de forma que eu possa refletir sobre o planejamento do meu trabalho e da prática pedagógica adotada.
Quanto ao Trabalho de Conclusão do Curso este está previsto para o 2º semestre de 2010, acredito que será o resultado do que estudamos ao longo do curso aliando com a experiência obtida ano durante o estágio curricular.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Modelos de Letramento - Linguagem

Após a leitura do texto: “Modelos de letramento e as práticas de alfabetização na escola (kleiman, 2006)” passei a refletir sobre o modelo de letramento ensinado nos estabelecimentos de ensino. Segundo a minha compreensão a escola não preocupa-se com o letramento enquanto prática social, mas apenas com um tipo de letramento, a alfabetização, o processo de aquisição dos códigos (alfabético, silábico) e promoção do aluno na escola. Já outras agências de letramento, como a família, a igreja, os meios de comunicação, dentre outras instituições mostram orientações diferentes que venham dar significância a realidade em que estão inseridos.
O processo de escolarização visa desenvolver ‘habilidades cognitivas”, que segundo o meu entendimento preocupa-se constantemente em desenvolver habilidades individuais e não práticas letradas como as que ocorrem em instituições como a família, que introduzem a criança no mundo da escrita com sucesso, pois são práticas coletivas, em que o conhecimento sobre a escrita é constituído pela colaboração, ou pela participação de pequenos grupos, que discutem a melhor maneira de redigir uma carta, ou comentam e interpretam coletivamente uma carta social, um texto no jornal. Neste sentido faz-se necessário reencaminhar o ensino da escrita na escola priorizando o que há de comum.
Há uma super valorização nos estabelecimentos de ensino da escrita e da leitura, sendo assim do letramento que oferece as condições mínimas para que os estudantes aprendam habilidades relacionadas à necessidade cotidiana como: pegar um ônibus, fazer cálculos que envolvam dinheiro... Seguindo esta linha de pensamento há uma preocupação constante das instituições escolares com o analfabetismo, pois este é mistificado como causador de muitos efeitos, dentre eles a pobreza, os fracassos, portanto as instituições primam não pelo letramento social e sim pela valorização de um sujeito alfabetizado que dominam a escrita. O sistema educacional apresenta deficiências na formação de sujeitos plenamente letrados em conseqüência das falhas de um currículo que instrumentaliza o professor para o ensino, visando um modelo autônomo que visa desenvolver o aluno em última instância, como objetivo final do processo, a capacidade de interpretar e escrever textos abstratos, ou seja, encaminham o aluno por trilhas previamente determinadas em função de uma classe social ou etnia, não em função de sua inteligência ou potencialidade.

Inclusão - LIBRAS

A interdisciplina de LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais, tem proporcionado reflexões importantes. O diálogo sugerido para que realizássemos a tradução além de apresentar um alto nível de dificuldade trouxe muitas reflexões. Como educadores acredito ser de fundamental importância dominarmos ao menos em parte a língua de sinais, para que assim possamos compartilhar com os alunos esses conhecimentos.
Segundo a minha concepção, assim como qualquer outro aluno que possua alguma deficiência, a Libras deve ser trabalhada nos estabelecimentos de ensino visando à inclusão destes alunos. Assim como eu acredito que grande parte das pessoas não conhecem e/ou não dominam a Língua de Sinais, assim como não tem consciência que: devemos falar de maneira clara com as pessoas surdas pronunciando bem as palavras, deve-se falar diretamente com a pessoa não de lado ou atrás dela fazendo com que a boca esteja bem visível, enquanto estivermos conversando devemos manter o contato visual, se for desviado o olhar a pessoa surda pode achar que a conversa acabou, muitos surdos fazem a leitura labial, portanto o bigode de uma pessoa pode dificultar o diálogo, sendo assim estas são algumas curiosidades e medidas que devem ser adotadas para estabelecer a comunicação com pessoas surdas.
Alguns movimentos versam sobre a inclusão de LIBRAS como disciplina curricular, a formação do professor para esta especialidade, bem como a difusão da Língua Brasileira de Sinais para o acesso das pessoas surdas à educação, mas estes movimentos não atingem os resultados necessários, pois as pessoas que possuem esta deficiência, são vítimas de preconceito, dentre outras formas de exclusão devido a uma política ineficaz que deveria tratar da questão social da inclusão e eliminação de todas as formas de discriminação.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Organização dos Conhecimentos Escolares - Didática

Após a leitura do texto: " Os Projetos de trabalho: uma forma de organizar os conhecimentos escolares" do autor Fernando Montserrat passei a refletir sobre a pedagogia de projetos na educação. Este instrumento possibilita um recurso de ensino aprendizagem muito significativo, pois através dele é possível elaborar estratégias de organização dos conhecimentos. O trabalho por projetos segundo texto deve seguir um roteiro que inicia com a escolha do tema que pode ser considerado o ponto de partida, em cada nível e etapa da escolaridade essa escolha adota características diferentes. A atividade docente é fundamental após a escolha do projeto, pois este deverá acompanhar o mesmo auxiliando: a encontrar o fio condutor, realizar a primeira previsão de conteúdos, criar um clima de interesse e envolvimento do grupo...
A participação dos discentes é fundamental para arealização de cada atividade como por exemplo: Entrevistas, visitas, busca de informações escritas, visitas a museus, exposições, instituiçoes...A realização do dossiê de síntese também deve ser elaborado, dentro outros.
Sendo assim acredito que a pedagogia de projetos na educação não deva ser adotada única e exclusivamente, mas pode ser aplicada como mais um recurso de ensino aprendizagem, pois os projetos consistem na busca de aprendizagens de uma forma organizada, seguindo uma estrutura, mas vai partir do intesse dos alunos, de alguma carência e/ou problema existente, enfim a estrutura deve ser respeitada para a realização do projetos, mas o conteúdo vai trazar as particularidades de cada pesquisador.

Debate das Teses do PA - Seminário Integrador

O debate das teses dos projetos de aprendizagens possibilitou a interação entre nós estudantes do PEAD, desta troca de informações e concepções muitos dados pertinentes foram abordados, raticando alguns conhecimentos que eu já possuia e aprimprando outras idéias.
Assim como debatemos a questão inicial é o ponto de partida de uma pesquisa, pois ela é o fio condutor que norteará o projeto. Para dar início a pesquisa devemos ter algumas precauções para a escolha da pergunta, porque ela não pode ser fácil resposta e não pode ser muito ampla, pois deve se encaixar dentro do objetivo proposto aliada aos objetivos pedagógicos. Segundo a minha concepção para o bom desenvolvimento do projeto, a pesquisa deve partir do intesse do pesquisador, pois desta forma o trabalho pode-se tornar mais envolvente e prazeroso pesquisar sobre um assunto que desperte a curiosidade do pesquisador. Se o tema/assunto partir das realidade do aluno, o nível de envolvimento pode ser ainda maior, pois como o texto : Os Projetos de Trabalho: uma forma de organizar os conhecimentos escolares, Fernando Montserrat (didática) relata o tema pode pertencer a uma experiência comum, originar-se de um fato da atualidade, surgir de um problema proposto pelo professor ou até mesmo emergir de uma questão que ficou pendente em outro projeto.
Outro aspecto destacado no debate das teses foi os mapas conceituais, estes que segundo o meu entendimento e concepção são uma síntese dos caminhos percorridos para o desenvolvimento do trabalho, onde cada mapa apresenta-se de forma mais completa, com novos dados, enfim através dele é possível fazer uma leitura do projeto.
O desenvovimento do projeto também permite a ratificação de algumas certezas que temos sobre o assunto abordado, mas também pode ocorrer de uma certeza passar a ser uma dúvida se as informações obtidas vierem em sentido contrário ao que já sabíamos, assim como uma dúvida possar a ser uma certeza.
Sendo assim o projeto de aprendizagem tem a particularidade de proporcionar aprendizagens significaticas, pois todo o desenvolvimento, a construção do projeto deve ser valorizado, porque todos os caminhos percorridos trazem novos conhecimentos e não somente a conclusão.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Aspectos a serem observados sobre a Alfabetização de Adultos

Após a leitura do texto: “Alfabetização de Adultos: ainda um desafio” de autoria da escritora Regina Hara, passei a refletir o quanto é necessário termos um olhar diferenciado a esta modalidade: a EJA e também passei a analisar o quanto o sistema educacional é fragmentado.
Estes estudantes merecem atenção, pois grande parte dos discentes da EJA são premiados por situações precárias, imersos no mundo do trabalho, dispõem de pouco tempo para sua formação, dentre muitos outros fatores que contribuem que favorecem os fracassos escolares. Outro fator desfavorável é o desprovimento de material técnico necessário nos estabelecimentos de ensino que não oferecem condições mínimas de trabalho para que possam subsidiar a prática docente.
O texto traz aspectos relevantes sobre a alfabetização que segundo a minha concepção se adéquam a realidade destes estudantes, pois a alfabetização para eles em muitos casos vem ao encontro da necessidade destas pessoas, pois a segurança adquirida a partir da leitura e da escrita vai se ampliando para outras áreas, sendo assim pode ser iniciado o processo de autonomia que lhes permitirá independência, incorporando a investigação dos porquês; buscando informações, não só para fatos da escrita, mas para muitos assuntos. A alfabetização de adultos segundo Regina Hara não ocorre em pouco tempo, porque a reposição da escolaridade é mais lenta nestes casos.
Portanto respeitar a construção do conhecimento que cada um pode realizar é fundamental, pois este processo demanda tempo para fixação e tempos diferenciados para diferentes pessoas.
Mas sem uma formação específica, um currículo adequado, falta de materiais, falta de respeito ao tempo necessário para a aprendizagem deste alunos, dentre muitos outras deficiências presentes a alfabetização de adultos continuará sendo um